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Direito administrativo

Licenças negadas, multas impostas, obras mandadas parar. A administração age primeiro e explica depois — recorrer é um procedimento com regras, e nós conhecemo-las.

Advogados de direito administrativo em Fuerteventura — recursos contra decisões públicas

A prática

A administração pode errar — e o direito sabe-o

Câmaras, o Cabildo e os organismos públicos da ilha decidem todos os dias sobre licenças, sanções, urbanismo e subsídios. As suas decisões chegam presumidas válidas e imediatamente executórias — mas presumido não é o mesmo que intocável. Competência, procedimento, fundamentação e proporcionalidade têm todas de aguentar, e com notável frequência uma delas não aguenta.

O que torna esta prática implacável é o calendário: um mês para o recurso ordinário, dois para o tribunal, um ano para os pedidos de indemnização. Por isso triamos depressa — pedimos o processo administrativo, encontramos onde a decisão é mais fraca e subimos a escada por ordem: recurso escrito primeiro, sala de audiências quando a administração insiste em estar errada.

O que se pode impugnar

Seis decisões que combatemos

Presumido válido não significa correto. Estes são os dossiês que atravessam esta mesa todas as semanas — normalmente com a maior parte do prazo já gasto.

01A sançãoDo trânsito às inspeções turísticas: culpa, proporcionalidade e procedimento têm de aguentar juntos. Muitas vezes não aguentam — e a multa cai com eles.
02A licença negadaAbertura, obras, ocupação: uma recusa tem de se fundamentar nas regras, não no hábito. E quando a administração simplesmente nunca responde, o próprio silêncio tem valor jurídico.
03A ordem urbanísticaEmbargos de obra, ameaças de demolição, processos de legalização. Nesta ilha, o urbanismo é onde os negócios vivem ou morrem — os prazos aqui não são uma formalidade.
04A devoluçãoUm subsídio concedido, gasto e reclamado anos depois. Os processos de justificação defendem-se — muito melhor antes da exigência do que depois dela.
05O concursoExcluído de um concurso público, ou vencido por uma proposta que não devia ter ganho. O recurso especial corre em dias, não em meses.
06O danoObras públicas que arruinaram uma época, encerramentos, decisões que lhe custaram dinheiro. A administração responde pelo dano que causa — através de um pedido com procedimento próprio e um relógio de um ano.

O percurso

A escada dos recursos

PASSO 01

A decisão

Traga-a datada. Da notificação em diante, os relógios correm: um mês para o recurso ordinário, dois para o tribunal.

PASSO 02

O processo

Pedimos o expediente e lemos o que a administração fez realmente. A maioria das vitórias encontra-se lá dentro.

PASSO 03

O recurso escrito

Barato, rápido, e mantém abertas todas as portas seguintes. A suspensão pede-se com ele quando a execução doeria.

PASSO 04

A sala de audiências

O contencioso perante os tribunais contencioso — com as custas perseguidas quando a administração nos obrigou a lá ir.

Perguntas de direito administrativo

Antes de perguntar

Vale a pena impugnar uma multa?

Pese-a contra tudo o que a multa carrega — pontos, registos, agravamentos por reincidência, consequências nas licenças. Muitas sanções caem só pelo procedimento, e a revisão custa muito menos do que viver com o precedente.

Recorrer trava o pagamento?

Uma sanção não pode ser executada enquanto um recurso ordinário a impede de ser definitiva. As outras decisões continuam executórias salvo suspensão concedida — por isso a pedimos na mesma peça, com o argumento pronto.

A administração nunca me respondeu. E agora?

O silêncio tem valor jurídico: passado o prazo legal conta como recusa — ou nalguns procedimentos como um sim. De qualquer forma abre a porta ao recurso, e nós fazemos a administração recuar ou explicar-se.

Obras públicas ou uma decisão pública custaram dinheiro ao meu negócio. Posso pedir indemnização?

Os organismos públicos respondem pelo dano que causam. O pedido patrimonial tem procedimento próprio, ónus da prova próprio e um prazo de um ano desde o dano — documente cedo, peça uma vez, peça bem.

Que prazos tenho pela frente?

Como regra prática: um mês para o recurso ordinário, dois meses para o tribunal, um ano para as indemnizações — e meros dias nos concursos. Seja qual for o seu caso, a resposta começa pela data na notificação.

Um mês. É a janela habitual para recorrer.

Envie-nos a decisão no dia em que chegar — um advogado diz-lhe se se pode combater e como, num dia útil.

Prefere ligar?

Caleta de FusteSeg–Sex 9:00–16:00 (+34) 928 547 756
Costa CalmaSeg–Sex 9:00–16:00 (+34) 928 547 125

Mande examinar a decisão

Diga-nos o que foi decidido e quando foi notificado — um advogado responde num dia útil.

Pedido de marcação

Escolha o escritório, o dia e a hora — e traga a notificação.