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Direito bancário

Durante anos, os bancos espanhóis escreveram as letras pequenas à maneira deles. Os tribunais têm-nas reescrito — e o que pagou a mais pode voltar.

Reclamações de direito bancário em Fuerteventura

A prática

Lemo-lo como o leria um juiz

A maioria das pessoas nunca lê a escritura do seu crédito à habitação — e durante duas décadas, os bancos espanhóis contaram exatamente com isso. Cláusulas-solo, custos de constituição passados em silêncio ao cliente, cartões desenhados para que a dívida nunca acabe: cláusula a cláusula, os tribunais têm-nas anulado e ordenado a devolução do dinheiro.

Esta mesa faz uma coisa com o seu dossiê: lê-o como o leria um juiz. Marcamos o que é contestável, pomos-lhe um número e reclamamo-lo — primeiro diretamente à entidade, em tribunal quando a entidade assim o prefere. Decide com o número à frente, nunca antes.

O que se pode reclamar

Seis cláusulas que os bancos preferiam que esquecesse

Todas passaram pelos tribunais espanhóis ou europeus — e perderam. Se o seu contrato traz uma, traz dinheiro.

01Cláusulas-soloUma taxa mínima enterrada na escritura manteve as suas prestações altas mesmo quando a Euribor caía. Anulada, significa a restituição de tudo o que pagou a mais.
02Custos de constituição do créditoNotário, registo, gestoria e avaliação que o banco lhe empurrou na assinatura. Os tribunais têm ordenado a sua devolução, com juros.
03Cartões revolvingCartões construídos para que a dívida se renove mês após mês. Quando a taxa é julgada usurária, o contrato cai — e deve o capital, nada mais.
04Comissões de abertura & de reclamaçãoEncargos sem serviço real por trás — a comissão de abertura, a famosa carta de 30-40 € por posição não paga. Anulados por rotina.
05Créditos IRPHEmpréstimos indexados ao IRPH em vez da Euribor, normalmente mais caros. A transparência é o campo de batalha; avaliamos com honestidade se o seu vale a luta.
06Créditos multidivisaEmpréstimos em francos ou ienes vendidos sem explicar o que uma oscilação cambial faria à sua dívida. A conversão a euros e o recálculo podem reclamar-se.

O percurso

Como avança uma reclamação

PASSO 01

A leitura

Traga a escritura ou o contrato do cartão. Marcamos cada cláusula contestável — como a leria um juiz.

PASSO 02

O número

Recebe um valor, a base legal por trás e a nossa opinião honesta sobre as probabilidades. Depois decide — não antes.

PASSO 03

O banco, primeiro

Uma reclamação formal à entidade. Nas cláusulas-solo, o banco tem de responder em três meses — muitos assuntos acabam mesmo aqui.

PASSO 04

Tribunal, se tiver de ser

Se a entidade recusa ou oferece por baixo, litigamos — e pedimos ao tribunal que faça o banco pagar as custas.

Perguntas de direito bancário

Antes de perguntar

O meu crédito já está pago — ainda posso reclamar?

Muitas vezes, sim. Liquidar o empréstimo não apaga o que foi indevidamente cobrado durante a sua vida, e vários tipos de reclamação sobrevivem-lhe. Traga a escritura antiga — a revisão só lhe custa a visita.

Há prazo para estas reclamações?

A nulidade de uma cláusula abusiva não caduca, mas a devolução que lhe está associada pode caducar — e os tribunais continuam a afinar como se conta esse relógio. A única resposta segura é mandar verificar a sua agora e não depois.

Quanto custa descobrir o que tenho?

A primeira revisão diz-lhe o que é contestável e, em traços largos, quanto vale. Se avançar, os honorários da reclamação acordam-se à cabeça — e onde a lei o permite, perseguimos as custas contra o banco.

O meu banco vai dificultar-me a vida depois?

Não. Estas reclamações tratam-se à escala industrial em Espanha — a sua conta, cartões e débitos diretos continuam normalmente. O departamento de reclamações da entidade e o seu balcão são mundos diferentes.

Quanto demora uma reclamação?

As respostas extrajudiciais chegam em semanas — três meses no máximo nas cláusulas-solo. O tribunal acrescenta meses que dependem do atraso local; dizemos-lhe os prazos realistas dos nossos tribunais, não um número de brochura.

Acha que o seu contrato traz uma dessas cláusulas?

Traga a escritura ou o contrato do cartão — um advogado diz-lhe quanto vale e quanto custa reclamá-lo, num dia útil.

Prefere ligar?

Caleta de FusteSeg–Sex 9:00–16:00 (+34) 928 547 756
Costa CalmaSeg–Sex 9:00–16:00 (+34) 928 547 125

Mande ler o seu contrato

Diga-nos o que assinou e quando — um advogado responde num dia útil.

Pedido de marcação

Escolha o escritório, o dia e a hora — traga a escritura.